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Estados Unidos devolvem 22 bilhões de dólares após veto da Suprema Corte

O Tesouro americano iniciou os reembolsos a importadores e anulou a arrecadação do mês, após decisão que limitou os poderes de emergência do presidente Donald Trump.

Estados Unidos devolvem 22 bilhões de dólares após veto da Suprema Corte

O Tesouro dos Estados Unidos realizou a devolução de quase 22 bilhões de dólares a empresas importadoras durante o mês de maio. Essa medida representa a primeira etapa de reembolsos feita pelo governo desde que a Suprema Corte do país derrubou uma diretriz fundamental da política comercial imposta pelo presidente Donald Trump.

De acordo com um relatório oficial divulgado pelo órgão governamental, o total devolvido foi equivalente a quase toda a quantia arrecadada com taxas alfandegárias no período, o que praticamente zerou a receita tarifária da nação.

O processo de devolução do dinheiro teve início no mês de abril, motivado pela determinação do tribunal máximo americano de que o chefe do Executivo não possuía o direito legal de aplicar tarifas alfandegárias utilizando como justificativa a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

Apesar desse primeiro passo, o montante total que o governo precisará desembolsar no futuro permanece indefinido, uma vez que a gestão de Trump já apresentou um recurso contra a ordem judicial que exige a restituição de um acumulado de 166 bilhões de dólares obtidos por meio desse mecanismo emergencial.

Como consequência direta dessa movimentação financeira, o saldo líquido das receitas alfandegárias dos Estados Unidos registrou um resultado negativo de aproximadamente 42 milhões de dólares em maio. Essa situação inédita não acontecia no balanço do país desde o ano de 2015.

Em um esclarecimento feito recentemente aos parlamentares no Congresso, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que as verbas estão sendo transferidas de volta para as companhias que arcaram com as taxas sobre as mercadorias trazidas ao país. Por outro lado, o panorama geral das finanças americanas apontou que o déficit fiscal acumulado caiu para 1,25 trilhão de dólares nos primeiros oito meses do ano fiscal corrente, o que representa uma melhora de 9% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

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