Operação apura irregularidades em transferências que somam três bilhões de reais do Rioprevidência para instituição financeira privada
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a oitava fase da Operação Compliance Zero, tendo como um dos alvos principais o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e mobilizou agentes para cumprir dez mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de Brasília. O objetivo central das autoridades é investigar possíveis crimes financeiros envolvendo a gestão dos recursos do Rioprevidência.
O foco da apuração está em aportes financeiros maciços realizados pelo instituto previdenciário no banco administrado por Daniel Vorcaro. Essa nova ofensiva policial nasceu como um desdobramento da Operação Barco de Papel, que já havia detectado movimentações atípicas.
Naquela ocasião inicial, os investigadores identificaram que cerca de 970 milhões de reais do fundo estadual foram aplicados em Letras Financeiras desse mesmo banco privado entre os meses de outubro de 2023 e julho de 2024.
Na etapa atual, os policiais federais buscam esclarecer um segundo volume de aplicações que supera a marca de dois bilhões de reais. Esses novos investimentos começaram a ser feitos a partir de julho de 2024, desta vez direcionados a fundos de investimentos da mesma instituição bancária.
Ao somar todas as transações, as transferências suspeitas de recursos do Rioprevidência para o banco chegam ao montante total de três bilhões de reais sob escrutínio da justiça.




