Agência atesta presença de óleo cru em poço perfurado por agricultor e área passará por análises de viabilidade comercial.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis atestou oficialmente que a substância descoberta em uma propriedade rural cearense é de fato petróleo cru. Com essa confirmação, a fase seguinte consiste em realizar estudos aprofundados para verificar se existe capacidade econômica para a exploração comercial do local.
Até o momento, os órgãos responsáveis não definiram uma data limite para a conclusão dessas avaliações.
O laudo do material, que havia sido coletado inicialmente pelo Instituto Federal do Ceará, foi finalizado na terça-feira, dia 19 de maio. O resultado oficial foi comunicado ao agricultor Sidrônio Moreira na quarta-feira seguinte.
A legislação brasileira determina que todos os recursos minerais encontrados no subsolo são de propriedade exclusiva da União. Contudo, caso a extração comercial seja viabilizada, o proprietário das terras poderá ter o direito de receber uma porcentagem dos lucros gerados pela atividade.
A situação inusitada teve início em novembro de 2024, no Sítio Santo Estevão, localizado na cidade de Tabuleiro do Norte. O agricultor estava abrindo um poço de quarenta metros de profundidade com o objetivo de encontrar água, mas acabou se deparando com um líquido de coloração bastante escura. Diante do cenário desconhecido, a família buscou o apoio do Instituto Federal do Ceará.
A instituição acadêmica realizou os primeiros exames laboratoriais, notou a forte semelhança com o combustível fóssil e enviou as amostras para a agência reguladora nacional. O engenheiro químico do instituto, Adriano Lima, explicou que a equipe de pesquisa identificou de forma rápida uma mistura de hidrocarbonetos com propriedades químicas extremamente parecidas com o óleo extraído na área terrestre da Bacia Potiguar.




