Programa detalha investimentos bilionários focados em inteligência financeira, controle de presídios e redução da impunidade
O governo federal oficializa nesta terça-feira o programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma iniciativa estratégica que prevê o aporte de R$ 11,1 bilhões em diversas frentes de segurança pública. O plano, anunciado pelo Palácio do Planalto, busca enfrentar as facções criminosas por meio de um decreto presidencial e portarias que detalham a aplicação dos recursos.
Do valor total, cerca de R$ 968 milhões serão aplicados de forma direta pelo governo, enquanto R$ 10 bilhões serão destinados ao financiamento de projetos em estados e municípios.
A estratégia desenhada pela gestão do presidente Lula foi dividida em quatro pilares fundamentais. O primeiro deles foca na asfixia financeira das organizações, destinando mais de R$ 302 milhões para monitorar o fluxo de capital ilícito.
Entre as medidas previstas estão o fortalecimento das forças integradas de combate ao crime, a criação de uma unidade nacional para operações entre estados e a expansão do rastreamento de ativos, facilitando a realização de leilões de bens apreendidos dos criminosos.
No âmbito do sistema prisional, o projeto reserva R$ 324 milhões para garantir que as penitenciárias deixem de servir como escritórios para o crime. O foco está na implementação de bloqueadores de sinal de celular, na padronização de segurança máxima em unidades estratégicas e na criação de um centro de inteligência penal.
Além disso, o governo pretende intensificar operações para a retirada de objetos proibidos e investir na modernização tecnológica e no treinamento de policiais penais.
A redução da impunidade também é uma meta central, com cerca de R$ 196 milhões direcionados para elevar o índice de solução de assassinatos no país. Esse recurso será utilizado para equipar polícias científicas e institutos médicos legais, além de expandir o uso de bancos de dados de perfis genéticos e sistemas de análise balística integrada.



