A sinalização do presidente Donald Trump de que manterá o bloqueio naval ao Estreito de Ormuz provocou um novo choque no mercado energético nesta quinta-feira (30).
Com o impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã, o barril de petróleo Brent saltou mais de 6%, atingindo a marca de US$ 125, refletindo o temor de uma interrupção prolongada no fluxo global de óleo. Desde o início do conflito em fevereiro, a commodity acumula uma valorização expressiva, saindo do patamar de US$ 70 para os níveis atuais de instabilidade.
O cenário geopolítico também reverbera no mercado financeiro, fortalecendo o dólar como ativo de proteção. A moeda americana atingiu seu maior valor em dois anos frente ao iene, enquanto as bolsas asiáticas encerraram o dia em queda.
Em Wall Street, o clima de incerteza foi reforçado pela decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros elevadas, justificando a medida pela necessidade de frear a inflação impulsionada pela crise energética. Apesar do pessimismo generalizado, a indústria chinesa demonstrou resiliência ao manter sua atividade em expansão, contrastando com a volatilidade que atinge as principais economias ocidentais.



