Presidente americano prevê queda nos preços dos combustíveis após saída estratégica de importante aliado no Oriente Médio.
O presidente Donald Trump manifestou apoio à decisão dos Emirados Árabes Unidos de abandonar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Durante pronunciamento na Casa Branca, o líder norte-americano afirmou que a movimentação é positiva para a economia global, pois deve contribuir para a redução dos preços da gasolina e de diversos derivados.
Segundo Trump, a saída do país evidencia problemas internos na organização, a qual ele já criticou publicamente em ocasiões anteriores por supostamente prejudicar o mercado internacional ao manter os valores da commodity elevados.
O anúncio oficial da retirada, que inclui também a coalizão expandida conhecida como Opep+, passará a valer a partir do dia 1º de maio. Os Emirados Árabes, que funcionam como um centro econômico vital e são aliados próximos de Washington, justificaram a saída com base em discordâncias geopolíticas.
O governo emirático criticou abertamente outras nações árabes, alegando que houve falta de apoio político e militar diante das investidas do Irã durante o atual conflito regional.
O papel da Opep e a fragilidade das alianças regionais
A Opep foi estabelecida em 1960 com o objetivo de coordenar a oferta mundial e regular o valor do barril, contando atualmente com doze integrantes das regiões africana e do Oriente Médio. Em 2016, o grupo foi ampliado para a Opep+, incorporando outros onze produtores para reforçar o controle sobre o mercado.
A saída de um membro histórico como os Emirados Árabes, que integravam o bloco desde 1967, representa um golpe na imagem de unidade que a organização tenta projetar, especialmente em um momento de alta nos preços devido à instabilidade bélica.



