Panorama da ocupação feminina em grandes corporações
Um novo levantamento sobre o mercado de trabalho no Amazonas revela que as mulheres detêm 35,4% das vagas em empresas que possuem 100 ou mais empregados. Ao todo, são mais de 101 mil postos ocupados pelo público feminino, em um universo de aproximadamente 286 mil vínculos formais nessas organizações.
Embora o número seja expressivo, a força de trabalho masculina ainda concentra a maior fatia das oportunidades, representando mais de 64% do total de trabalhadores ativos nesse segmento.
O abismo nos rendimentos e o impacto do recorte racial
O Relatório de Transparência Salarial expõe que a maior barreira para a igualdade no estado ainda é a remuneração. Em média, as mulheres amazonenses recebem cerca de 20,8% a menos que os homens. Essa diferença se aprofunda quando analisada sob a ótica racial: as trabalhadoras negras, que são a vasta maioria nas grandes empresas (mais de 85%), possuem a menor média salarial do levantamento.
Enquanto uma mulher não negra recebe, em média, R$ 3.808,97, o rendimento das mulheres negras cai para R$ 2.917,14, evidenciando uma dupla camada de desigualdade.
Tendências nacionais e políticas de incentivo local
No contexto brasileiro, houve uma expansão notável na contratação de mulheres pretas e pardas entre 2023 e 2025, com um crescimento de 29% no mercado formal. Contudo, esse aumento na base de contratação ainda não foi capaz de frear a disparidade salarial nacional, que subiu para 21,3%.




