Indicador atinge 6,1% em março e registra o maior patamar dos últimos dez meses, embora ainda apresente recuo na comparação anual.
A taxa de desemprego no Brasil registrou um crescimento no trimestre encerrado em março de 2026, atingindo o patamar de 6,1%. Os dados foram oficializados pelo IBGE nesta quinta-feira por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
O resultado aponta para um avanço de 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre imediatamente anterior, o que coloca o índice no nível mais elevado observado desde maio de 2025. Apesar da subida recente, o cenário atual ainda mostra uma melhora de 0,9 ponto percentual quando comparado ao mesmo período do ano passado.
O contingente de brasileiros em busca de uma oportunidade de trabalho somou 6,6 milhões de pessoas ao final de março. Esse número representa uma elevação de 19,6% na população desocupada em apenas um trimestre, o que significa que aproximadamente 1,1 milhão de novos trabalhadores passaram a procurar ocupação nesse intervalo.
Por outro lado, o levantamento indica que o volume de desempregados permanece em uma trajetória de queda se o parâmetro de comparação for o acumulado de doze meses, sugerindo uma dinâmica sazonal de ajuste no mercado.
Evolução da renda e mudanças na estrutura do emprego Mesmo com a pressão no índice de desocupação, o rendimento médio do trabalhador brasileiro apresentou sinais de evolução positiva. Segundo os técnicos do IBGE, o avanço da renda média real é resultado direto de transformações na composição interna do mercado de trabalho nacional.
Houve uma redução proporcional da informalidade e uma queda na participação de funções que tradicionalmente oferecem baixa remuneração, o que tende a elevar a média salarial dos que permanecem ocupados.
Essa mudança estrutural sugere que o mercado está se tornando mais formalizado, embora o ritmo de contratações tenha enfrentado um esfriamento no início deste ano.



