Motoristas paralisaram as frotas na manhã desta quarta-feira para exigir o fim do modelo de seis dias de trabalho por um de descanso.
A manhã desta quarta-feira começou com alterações no transporte público e nas rotas de indústrias da capital amazonense. Motoristas paralisaram as atividades em uma manifestação para cobrar o fim da escala 6x1.
O ato foi liderado pelo Sindicato dos Rodoviários em conjunto com outras organizações de trabalhadores. A interrupção dos serviços durou cerca de duas horas e a circulação dos veículos já foi normalizada na cidade.
A mobilização teve início por volta das seis horas da manhã e impactou a movimentação de ônibus em diversas áreas de Manaus. Os reflexos foram sentidos principalmente na região central e nas linhas voltadas ao Distrito Industrial.
Registros compartilhados na internet exibiram veículos estacionados em vias de grande fluxo, como a avenida Constantino Nery, e bloqueios parciais no Terminal 1. O objetivo central do grupo foi pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que altera as regras da jornada laboral no Brasil.
O líder da categoria dos rodoviários, Givancir Oliveira, declarou que o protesto visava exigir a votação imediata da proposta para a implementação do esquema de cinco dias trabalhados para dois de folga, sem espaço para negociações que desfavoreçam a classe. O movimento recebeu o respaldo de instituições como a Central Única dos Trabalhadores e sindicatos ligados aos setores de plástico, petróleo e metalurgia do estado.
Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas declarou em nota oficial que foi pego de surpresa. A entidade patronal alegou que a ação ocorreu sem aviso prévio à população e aos órgãos competentes, desrespeitando uma decisão provisória do Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região, que exige a manutenção de uma frota mínima para serviços considerados essenciais.
A manifestação em Manaus ocorreu no mesmo dia previsto para a retomada das discussões sobre a mudança nas leis trabalhistas em Brasília. O projeto, relatado pelo deputado Léo Prates, estabelece a redução da carga semanal de quarenta e quatro para quarenta horas, garantindo a manutenção integral dos salários e um prazo de adaptação de quatorze meses após a aprovação da medida.




