Trabalhadores rejeitam a oferta de aumento patronal baseada na inflação e exigem doze por cento enquanto as empresas sugerem mediação judicial para evitar a interrupção do serviço.
O Sindicato dos Rodoviários decidiu que haverá uma paralisação no sistema de transporte público de passageiros de Manaus a partir da próxima sexta, dia 22. A medida foi definida após uma reunião realizada nesta quarta entre os representantes da categoria e os donos das empresas de ônibus terminar sem um acordo sobre a atualização dos salários.
O principal impasse está na diferença de expectativas, visto que o setor patronal propôs um aumento de quatro vírgula onze por cento, mas os trabalhadores exigem um reajuste de doze por cento.
Para justificar a sua oferta, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas explicou que o percentual sugerido é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Esse indicador econômico é a referência padrão adotada pela Justiça do Trabalho na resolução de disputas salariais em dissídios coletivos.
O presidente da entidade que representa as empresas, Diogo Feuser, sugeriu formalizar a negociação por comum acordo. Essa manobra jurídica transferiria a decisão final para os tribunais trabalhistas e impediria a paralisação imediata da frota. No entanto, a liderança dos motoristas e cobradores recusou a proposta e reforçou a exigência de negociar os valores diretamente com os empresários.
Diante do risco de prejudicar o deslocamento da população, o poder público municipal interveio nas conversas. O diretor e presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana, Elson Andrade, fez um apelo oficial solicitando que o sindicato suspenda qualquer ação de greve enquanto as negociações estiverem em aberto.
Após o pedido do órgão fiscalizador, os representantes dos rodoviários se comprometeram a manter o diálogo na tentativa de alcançar um acordo satisfatório para a classe trabalhadora.




