
A gestão da alimentação escolar nas escolas públicas do Distrito Federal foi discutida nesta quinta-feira, 29 de maio, durante reunião no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O encontro foi uma s...
A gestão da alimentação escolar nas escolas públicas do Distrito Federal foi discutida nesta quinta-feira, 29 de maio, durante reunião no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O encontro foi uma solicitação da Promotoria de Defesa da Educação (Proeduc), e contou com a participação da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC), do Ministério Público de Contas do DF, dos parlamentares distritais Paula Belmonte (Cidadania) e Gabriel Magno (PT), além de representantes dos conselhos de Alimentação Escolar e Regional de Nutrição.
O objetivo foi avaliar a situação da alimentação escolar no DF. Todas as entidades presentes enfatizaram a urgência em melhorar a gestão da política de alimentação escolar por parte da Secretaria de Educação do DF (SEE-DF), incluindo a implementação de um sistema informatizado para auxiliar na fiscalização dos contratos com as empresas fornecedoras de alimentos em todas as escolas públicas do DF.
Também foram ressaltados aspectos ligados à má qualidade da comida oferecida aos alunos, bem como deficiências no armazenamento e distribuição dos alimentos. Além disso, o promotor de justiça Anderson Andrade, da Proeduc, destacou outro problema, o de infraestrutura: “cerca de 70% das escolas públicas do DF não têm refeitório e alunos se alimentam em salas de aula ou no chão”.
O presidente do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Paulo Roberto Silva, mencionou problemas frequentes encontrados nas refeições oferecidas nas escolas. “Em 2024, teve arroz com caruncho, carne com gordura, plástico na comida.
Em 2025, o cenário se repete. A SEE constatou que havia toneladas de arroz com caruncho no depósito e não foi atrás das escolas para onde foram destinados esses alimentos.
Isso é inadmissível”, afirmou. O vice-presidente do CAE, Thiago Ferreira, expressou preocupação com a falta de estrutura fornecida pela SEE-DF para o controle social, enfatizando que os recursos são insuficientes para permitir uma fiscalização adequada.
Já a representante do Conselho Regional de Nutrição (CRN), Renata Miranda, destacou a carência de mais de 115 nutricionistas para atender todas as instituições públicas de ensino do DF, enquanto apenas cerca de 60 estão atualmente em serviço. Também foi apontado o fato de os profissionais gastarem mais de 50% do tempo preenchendo planilhas de fiscalização de contratos.
Os dados constam no relatório feito pela instituição no ano passado, após consultar todas as nutricionistas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) no DF. Ações Em 2021, a Proeduc fez uma recomendação para que a SEE realizasse o controle do fornecimento, monitoramento, gerenciamento de estoques de alimentos e gestão de contratos; facilitação na checagem da validade de Produtos; prestação de contas fidedigna; e prevenção de contaminações cruzadas e de desvios de comida.



