Projeto garante ampla vantagem de votos após superar embates políticos e agora aguarda definição de cronograma entre os senadores para a votação definitiva.
A Proposta de Emenda à Constituição que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso conquistou uma vitória expressiva e rápida na Câmara dos Deputados. Na noite desta quarta, o plenário aprovou o documento em dois turnos com quatrocentos e setenta e dois votos a favor e apenas dois contrários.
Mais cedo, a matéria já havia passado pela comissão especial com trinta e quatro votos favoráveis e quatro contra, sendo todas as rejeições vindas de parlamentares da oposição. Com esse resultado contundente, a alteração nas leis trabalhistas segue para uma nova fase de avaliações no Senado Federal.
O caminho até a aprovação foi marcado por intensos embates e estratégias regimentais. O Partido Liberal tentou suprimir o período de transição da proposta, mas acabou derrotado. A legenda repetiu a tentativa no plenário principal e também protocolou um pedido de preferência para retomar a redação original criada pela deputada Erika Hilton.
O texto inicial previa uma carga de trinta e seis horas semanais no modelo de quatro dias de trabalho para três de folga. Essa iniciativa recebeu o aval do líder da bancada, Sóstenes Cavalcante, que justificou a atitude dizendo que não pretendia deixar o povo ser enganado.
A atitude do Partido Liberal foi interpretada pela cúpula da Câmara e pela base do governo como uma clara provocação política. Como resposta imediata, o PSol apresentou exatamente o mesmo destaque. Para neutralizar essas manobras e derrubar os pedidos da oposição, o governo articulou uma emenda aglutinativa, que foi assinada pelo líder governista Paulo Pimenta.
O texto consolidado por essa emenda era praticamente idêntico ao relatório elaborado pelo deputado Léo Prates, garantindo assim a aprovação do modelo acordado previamente.
Agora no Senado, o projeto ainda não possui um cronograma de tramitação definido, mas existe a forte expectativa de que a matéria seja votada antes do período eleitoral. Os debates iniciais já estão em andamento. O plenário dos senadores aprovou a realização de uma sessão temática dedicada a discutir os impactos sociais e econômicos da mudança, cuja data será marcada pela Mesa Diretora.




