Companhia desmente rumores de suspensão e reafirma compromisso com o interior
A Azul Linhas Aéreas negou oficialmente qualquer plano de interromper suas operações para Tabatinga ou outros municípios do Amazonas. O posicionamento, apresentado pelo gerente de relações institucionais da empresa, Cesar Grandolfo, rebate declarações recentes do legislativo estadual que sugeriam ameaças de corte em rotas para cidades como São Gabriel da Cachoeira e Eirunepé.
Segundo a companhia, não há previsão de suspensão para nenhuma localidade da Amazônia Legal, mantendo-se a malha aérea que atualmente conecta 11 destinos no interior do estado a grandes centros nacionais.
Impactos da crise dos combustíveis e cautela no setor
Embora mantenha as rotas, a Azul admitiu que o cenário econômico é de extrema cautela devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã no exterior. A guerra provocou uma disparada no preço do barril de petróleo, que atingiu a marca dos 100 dólares, gerando um repasse imediato de 58% no custo do querosene de aviação pelas distribuidoras.
A empresa explicou que esse aumento nos custos operacionais obriga o setor a ser mais comedido em planos de expansão, focando na manutenção dos serviços já prometidos enquanto monitora a volatilidade do mercado de combustíveis.
Infraestrutura local e o custo das passagens
A única exceção na malha estadual permanece sendo o município de Eirunepé, cujos voos estão interrompidos desde maio de 2025. A suspensão, no entanto, não possui motivação econômica, mas decorre de deficiências na infraestrutura aeroportuária local, caso que já é acompanhado pelo Ministério Público do Amazonas.




