Dados do Inpe revelam queda na área devastada apesar do aumento em alertas de monitoramento
O estado do Amazonas alcançou uma redução de 30,1% no desmatamento durante o primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. O levantamento, realizado pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta que a área degradada caiu de 4.567 hectares em 2025 para 3.190 hectares neste ano.
Curiosamente, embora a extensão desmatada tenha diminuído, o volume de alertas emitidos subiu 12,4%, totalizando 159 registros. Especialistas indicam que esse fenômeno decorre da maior eficiência e rigor no rastreamento de áreas críticas, o que permite identificar ameaças com mais agilidade.
Estratégias de fiscalização e investimentos em bioeconomia
As autoridades ambientais do estado atribuem os números positivos a uma gestão que une repressão e incentivos econômicos. O Ipaam destaca que o uso de dados em tempo real tem permitido uma atuação em campo muito mais assertiva, enquanto a Secretaria de Meio Ambiente ressalta o papel de programas como o "Floresta em Pé", que destina R$ 70 milhões para proteção e fomento de rendas sustentáveis.
No acumulado do calendário oficial do desmatamento, que compreende o período de agosto a março, a retração é ainda mais expressiva, chegando a 35,5%, o que consolida uma tendência de queda na perda de cobertura vegetal.
Cidades mais pressionadas e operações de campo
Apesar do cenário geral de queda, alguns municípios ainda apresentam índices preocupantes. Novo Aripuanã lidera as estatísticas trimestrais com a maior área suprimida, seguido de perto por Lábrea e Humaitá, que concentram grande parte das notificações.




