Parlamentar amazonense cancela assinatura em emendas que empurravam a redução da jornada de trabalho apenas para o ano de 2036.
O deputado federal Fausto Júnior, representante do partido União Brasil pelo estado do Amazonas, solicitou a exclusão de sua assinatura em duas emendas ligadas à Proposta de Emenda à Constituição duzentos e vinte e um do ano de dois mil e dezenove.
Esses documentos estabeleciam que a redução da jornada de trabalho no modelo de seis dias de atuação para um dia de descanso entraria em vigor apenas a partir de 2036. Os pedidos de retirada foram protocolados oficialmente na tarde da última quinta-feira.
Ao ser questionado sobre a mudança de postura, o parlamentar explicou que a decisão foi tomada para evitar distorções que pudessem prejudicar a clareza do debate e a compreensão geral da proposta. Ele ressaltou que as discussões sobre o tema continuam ativas no Congresso Nacional, sempre com o objetivo de buscar uma decisão final que considere o melhor para a classe trabalhadora e para o país.
Anteriormente, o político justificava o seu apoio às emendas afirmando que a mudança precisava de uma transição gradual para garantir segurança econômica aos empregadores e aos setores essenciais.
A mobilização original para alterar a proposta inicial ocorreu em meados de maio e reuniu deputados de partidos como o Partido Liberal, Progressistas e União Brasil. O grupo, que contava também com o apoio do deputado Capitão Alberto Neto, buscava fixar o limite da jornada em quarenta horas semanais, mas fazia questão de preservar a carga de quarenta e quatro horas para as atividades classificadas como essenciais.
Ambas as propostas de alteração sugeriam um longo período de dez anos de espera para que a lei começasse a valer na prática. A primeira emenda chegou a reunir o apoio de cento e setenta e cinco parlamentares, enquanto a segunda contabilizou cento e setenta assinaturas.
Além disso, o texto original das emendas abria margem para o aumento da carga horária em até trinta por cento mediante acordos específicos, o que poderia resultar em até cinquenta e duas horas de trabalho por semana em alguns casos.




