Custo oficial ultrapassa estimativas anteriores enquanto negociações de paz travam e ameaça nuclear iraniana eleva tensão no Oriente Médio
O Pentágono atualizou nesta terça-feira as cifras da guerra contra o Irã, revelando que o conflito já custou 29 bilhões de dólares aos cofres dos Estados Unidos, o que equivale a aproximadamente 142 bilhões de reais. O montante, detalhado pelo controlador orçamentário Jules Hurst em audiência legislativa, supera em 4 bilhões de dólares a estimativa apresentada há apenas duas semanas pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth.
Segundo o órgão, os gastos englobam tanto as despesas operacionais quanto a manutenção e substituição de equipamentos militares desgastados nos combates.
A divulgação ocorre em um momento de forte pressão política sobre o governo de Donald Trump. O Executivo propõe elevar o orçamento das Forças Armadas para 1,5 trilhão de dólares em 2027, sob a justificativa de construir um poderio militar capaz de intimidar adversários globais.
Apesar do alto investimento e das críticas de congressistas sobre a duração do conflito, o secretário Hegseth negou que a situação seja um impasse sem saída, defendendo a necessidade de ampliar a frota de navios, drones e sistemas de defesa antimísseis.
Enquanto os custos financeiros aumentam, a situação diplomática permanece estagnada. O cessar-fogo, que já dura pouco mais de um mês, foi classificado pelo presidente norte-americano como extremamente frágil. Trump rejeitou publicamente a última proposta de paz enviada pelo governo iraniano, utilizando termos agressivos para descrever o documento e sinalizando que as negociações estão em um impasse perigoso.
Do lado de Teerã, a reação às declarações de Washington foi imediata e severa. O Parlamento iraniano anunciou que o regime poderá avançar com o enriquecimento de urânio a 90% de pureza caso os Estados Unidos retomem a ofensiva militar.
Esse nível de processamento é o patamar técnico necessário para a fabricação de ogivas nucleares, o que eleva o conflito para uma escala de ameaça global. O cenário atual coloca as duas potências em uma rota de colisão onde a estabilidade econômica e a segurança internacional dependem da manutenção de uma trégua cada vez mais instável.




