Dados da Stone apontam crescimento anual sólido, apesar de leve retração na comparação com o mês anterior e desafios no crédito
O varejo brasileiro apresentou um desempenho positivo em abril, com um crescimento de 5,4% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, quando comparado ao mês de março, o setor registrou uma ligeira queda de 0,2%, conforme apontam as estatísticas recentes da Stone.
O levantamento revela que a maioria dos setores monitorados conseguiu expandir seus negócios, com seis dos oito segmentos analisados apresentando resultados superiores aos de 2025.
O destaque individual ficou por conta do setor de Combustíveis e Lubrificantes, que liderou as altas com um salto de 14,4%, mantendo a posição de maior crescimento pelo segundo mês seguido. Outros setores que ajudaram a puxar o índice para cima foram o de Material de Construção, com alta de 7,4%, e o de Artigos Farmacêuticos, que cresceu 6,4%.
Os itens essenciais, como alimentos e bebidas comercializados em hipermercados e supermercados, também tiveram um desempenho sólido de 6,1%. Completam a lista de resultados positivos os segmentos de utilidades domésticas e o de vestuário e calçados.
Por outro lado, o cenário não foi favorável para todos. O setor de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria enfrentou a maior retração do período, com uma queda de 5,4%. Já o segmento de Móveis e Eletrodomésticos apresentou uma estabilidade com viés de baixa, recuando 0,1%. Essa disparidade entre os setores reflete uma dinâmica de consumo ainda desigual entre diferentes categorias de produtos.
Segundo especialistas econômicos da Stone, embora a renda da população esteja em níveis estáveis, fatores como o endividamento das famílias e as taxas de juros elevadas impedem uma aceleração mais robusta do comércio. O momento é descrito como um período de acomodação após uma recuperação mais forte ocorrida em março.
Assim, o varejo brasileiro segue em uma trajetória de crescimento, mas enfrenta obstáculos macroeconômicos que limitam mudanças drásticas no curto prazo e mantêm o consumo em um ritmo de sustentação cautelosa.



