Energia, mineração e tecnologia automotiva impulsionam aportes que somaram 6,1 bilhões de dólares em 2025
O Brasil alcançou a liderança mundial como o principal destino de investimentos chineses em 2025, de acordo com dados apresentados pelo Conselho Empresarial Brasil-China nesta quinta-feira. O volume de capital direcionado ao país atingiu a marca de 6,1 bilhões de dólares, o que representa quase 11% de todo o investimento realizado pela China no exterior durante o ano.
Esse desempenho colocou o mercado brasileiro à frente de economias como os Estados Unidos e a Indonésia, mantendo o país em uma posição de destaque que já dura cinco anos consecutivos.
O setor elétrico foi o principal motor dessa movimentação financeira, recebendo cerca de 1,79 bilhão de dólares. A maior parte desses recursos foi aplicada em projetos de transmissão e fontes de energia renovável, reforçando a infraestrutura energética nacional.
Logo em seguida, a mineração surgiu como um dos grandes destaques do período, com investimentos que triplicaram em relação ao ano anterior. O interesse chinês concentrou-se especialmente em minerais estratégicos para a transição energética global, a exemplo do cobre e do níquel, movimentando aproximadamente 1,76 bilhão de dólares.
A indústria automotiva também apresentou um crescimento expressivo, com um aumento de 66% nos aportes voltados para a mobilidade elétrica. A expansão de montadoras chinesas no território nacional, com destaque para a instalação de fábricas na Bahia e em São Paulo, além de parcerias estratégicas entre marcas internacionais, resultou em investimentos de 965 milhões de dólares.
Embora o setor de petróleo tenha registrado uma queda de 24% na comparação anual, ele ainda garantiu uma fatia relevante do capital estrangeiro, somando 804 milhões de dólares. Um movimento marcante nessa área foi a expansão da exploração no Norte do país, onde estatais chinesas adquiriram blocos na região da Foz do Amazonas.
Especialistas explicam que a atratividade do Brasil se deve a uma soma de fatores econômicos e geográficos. A desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar torna os ativos nacionais mais acessíveis para investidores estrangeiros, aumentando o poder de compra do capital vindo da China.



