Apesar do avanço mensal impulsionado pelo maior número de dias úteis, estado ainda enfrenta saldo negativo no acumulado do primeiro trimestre de 2026
A indústria do Amazonas registrou um desempenho positivo no mês de março de 2026, com uma expansão de 2,5% na comparação com o mês anterior. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dentro da pesquisa de Indicadores Conjunturais da Indústria.
Quando o confronto é feito com o mesmo período do ano passado, o crescimento é ainda mais expressivo, chegando a 4,1%. Esse aumento pontual foi influenciado diretamente pelo calendário, já que março deste ano contou com três dias úteis a mais do que o mesmo mês em 2025.
No cenário nacional, o setor industrial teve uma variação positiva tímida de 0,1% em relação a fevereiro. O Amazonas se destacou entre as unidades da federação com melhores resultados, ao lado de estados como Rio de Janeiro, que teve o mesmo índice de 2,5%, e Pará, que liderou o ranking com 4,5%.
Por outro lado, estados importantes como Minas Gerais e São Paulo registraram quedas no período, evidenciando um desempenho heterogêneo entre as diferentes regiões brasileiras.
Contudo, ao analisar um período mais amplo, a situação da indústria amazonense revela desafios estruturais. No acumulado dos primeiros três meses de 2026, o estado registra uma retração de 3,2% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Além disso, o indicador que mede o desempenho nos últimos doze meses mostra um crescimento zero, o que indica uma estagnação da atividade fabril local no longo prazo. O Amazonas faz parte de um grupo de oito estados que ainda não conseguiram reverter o saldo negativo no balanço trimestral do ano.
Regionalmente, o Norte e o Nordeste apresentaram comportamentos distintos. Enquanto o Pará acumula ganhos consistentes pelo terceiro mês seguido e Pernambuco exibe um crescimento robusto de quase 30% no ano, estados como Rio Grande do Norte e Bahia enfrentam quedas acentuadas.



