Vereador Eurico Tavares denunciou a precariedade na rede municipal, a falta de profissionais especializados e o abandono de famílias e educadores.
A falta de mediadores para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede municipal de educação em Manaus voltou ao debate. O Vereador Eurico Tavares cobrou esclarecimentos em relação ao quadro de profissionais para crianças com TEA nas escolas, e a infraestrutura das unidades.
A precariedade do sistema é resumida pelo drama de mães que abdicam de carreiras e profissionais que deixam as salas de aula por falta de suporte. A falta de assistência prejudica não apenas o desenvolvimento dos alunos, mas também a estabilidade econômica de famílias que precisam abandonar o emprego para suprir a ausência do Estado.
Sem o suporte adequado na escola, muitas mães são forçadas a abandonar seus empregos e carreiras para se dedicarem integralmente ao acompanhamento dos filhos, resultando em uma queda drástica na renda familiar e no isolamento social. Para educadores, a falta do treinamento específico e necessário para atender as particularidades do aluno com TEA, o processo de aprendizagem de toda a turma é afetado.
Com isso, os professores ficam esgotados pelo ambiente de trabalho precário e pela impossibilidade de oferecer um ensino de qualidade, acabam abandonando a profissão.




