Ministro do Supremo Tribunal Federal determina que União e estados detalhem ações para proteger a Amazônia e o Pantanal de secas extremas
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, estipulou um prazo de 10 dias úteis para que o governo federal e os estados que compõem a Amazônia Legal e o Pantanal apresentem suas estratégias de combate aos incêndios florestais. A intimação, expedida na segunda feira, dia 25, é uma resposta direta às previsões de um aumento significativo nas queimadas.
O documento emitido pelo magistrado ressalta a alta probabilidade de o ano de 2026 registrar temperaturas muito acima da média histórica e um longo período sem chuvas nessas importantes áreas de preservação.
A decisão baseia se na estimativa de que o fenômeno climático El Niño alcance o seu ápice entre os meses de setembro e outubro, momento que representa a fase de maior vulnerabilidade para o alastramento rápido das chamas. O El Niño é um evento natural causado pelo aquecimento atípico das águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial.
Essa mudança térmica afeta a circulação da atmosfera e modifica os padrões de chuvas, ventos e temperaturas em várias partes do planeta.
Os especialistas na área climática alertam que as versões mais severas do fenômeno, conhecidas como Super El Niños, estão acontecendo com intervalos cada vez menores.
Um estudo recente do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais reforça a gravidade do cenário. Os pesquisadores do órgão indicam que os modelos internacionais preveem o desenvolvimento de um El Niño de categoria forte ou muito forte para o período entre 2026 e 2027, fator que amplia as chances de eventos climáticos extremos no território nacional.
Caso esse prognóstico se confirme, o Brasil poderá sofrer impactos bastante semelhantes aos que foram registrados no biênio de 2023 e 2024. A pesquisa alerta que a junção de tempo seco e calor intenso potencializa o risco de fogo na Amazônia e no Pantanal.




