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Câmara de Manaus abre prazo para alterações no orçamento municipal de 2027

Vereadores possuem cinco dias úteis para sugerir mudanças na legislação que define as prioridades financeiras da capital

Câmara de Manaus abre prazo para alterações no orçamento municipal de 2027

A Câmara Municipal de Manaus aprovou nesta segunda-feira a primeira discussão do projeto que elabora a Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2027. Com o avanço da matéria, os parlamentares ganharam uma janela de cinco dias úteis, que se encerra no dia 15 de junho, para protocolar suas emendas. Esse é o momento em que os vereadores podem influenciar diretamente onde e como os recursos públicos da cidade serão aplicados.

O texto em debate atualiza regras importantes sobre o uso das verbas parlamentares. A proposta garantiu a manutenção de uma medida que autoriza o uso das emendas de bancada para despesas de custeio da máquina pública, o que inclui a manutenção de serviços diários e a compra de materiais básicos. No entanto, a redação atual não repetiu a regra aprovada no passado que desobrigava o envio de metade desses recursos para a área da saúde, limitando-se a assegurar que o orçamento anual garanta os repasses dentro do limite imposto pela lei.

A medida também estabelece um cronograma rígido para a organização das contas municipais. Todos os órgãos e fundos da prefeitura precisam enviar suas estimativas de arrecadação para a Secretaria Municipal de Finanças até o dia 17 de julho de 2026. Na sequência, o Executivo tem até 20 de agosto para compartilhar esses dados com o Poder Legislativo. A Câmara, por sua vez, deve apresentar sua própria proposta financeira até o dia 19 de setembro.

A fatia do orçamento controlada pelos vereadores movimenta um volume expressivo de dinheiro público. A legislação assegura o repasse de pequenas porcentagens da receita municipal para viabilizar as indicações dos parlamentares. Levando em conta a arrecadação projetada de 11,6 bilhões de reais para o atual exercício, as emendas individuais poderão somar aproximadamente 139,5 milhões de reais. Já as indicações coletivas de bancada têm o potencial de alcançar a marca de 116,2 milhões de reais.

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