Presidente critica proposta de taxação dos Estados Unidos e confirma presença na cúpula do G7 para defender o mercado global.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira que o governo brasileiro irá atrás de novos parceiros comerciais para reduzir os impactos das recentes propostas de taxação anunciadas pelos Estados Unidos.
Durante uma reunião com ministros no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo afirmou que o país é soberano e não adotará uma postura de submissão perante potências estrangeiras.
O governante ressaltou que buscará outros compradores e investidores caso o mercado americano limite a entrada de produtos nacionais.
A reação governamental ocorre logo após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sugerir a aplicação de uma tarifa extra de 25% sobre parte das exportações do Brasil. O relatório é fruto de uma investigação iniciada pela gestão de Donald Trump sobre supostas práticas desleais de comércio.
Um dos principais argumentos utilizados pelo órgão americano acusa o sistema Pix de prejudicar injustamente corporações financeiras estrangeiras que prestam serviços de pagamento, incluindo as operadoras Visa, MasterCard e WhatsApp Pay.
Diante desse cenário de tensão, Lula mudou seus planos originais e confirmou presença na próxima reunião do G7, que acontecerá na França em junho. Convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron, o líder brasileiro pretende usar o evento com as maiores economias do mundo para combater o desmonte do multilateralismo.
Ele também planeja defender uma reforma profunda na Organização das Nações Unidas e no seu Conselho de Segurança, argumentando que a solução para as crises internacionais passa por fortalecer as instituições em vez de enfraquecê-las.




