Plano de ação da Prefeitura vai traçar estratégia para a recuperação de quase 500 escolas

Um diagnóstico preliminar para identificar as principais necessidades das escolas que pertencem à rede municipal de ensino foi realizado pela Prefeitura de Manaus, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O levantamento foi feito junto aos gestores das unidades, reunindo dados de 484 escolas (97%), das 500 pertencentes à rede de ensino, e mostrou que 60% delas estão sem infraestrutura adequada.

A partir desses dados, de acordo com o secretário municipal de Educação, Pauderney Avelino, será traçado um plano de ação estratégico envolvendo as unidades, dentro dos primeiros cem dias de gestão do prefeito David Almeida.

“Esse material servirá de base para o início das ações da gestão David Almeida dentro da área da Educação. Vamos aprofundar essas informações, iremos às escolas que estão com pendências, para tratarmos diretamente com os gestores das unidades, para a resolução dos problemas em cada escola”, afirmou o secretário.

O alto percentual de pendências estruturais em que as escolas foram entregues para a nova gestão foi criticado pelo subsecretário de Infraestrutura e Logística da Semed, Marcelo Campbell. Entretanto, ele ressaltou que as equipes já estão sendo formadas, para a verificação detalhada em cada Divisão Distrital Zonal (DDZ) à qual as escolas estão vinculadas.

“Foram nove meses sem ter aula. Poderiam ter aproveitado esses nove meses para fazer um grande trabalho de recuperação. Vamos verificar item por item na estrutura de cada unidade, pois sabemos que as faturas de manutenção foram pagas”, observou Campbell. Também está sendo alinhada uma ação conjunta entre a Semed e a Vigilância Sanitária (Visa Manaus) da Prefeitura de Manaus, para a visita às escolas.

O subsecretário municipal de Administração e Finanças, Lourival Praia, afirmou que além da infraestrutura, essas visitas vão servir para avaliar as reais condições dos equipamentos nas escolas. “Vamos verificar todos os equipamentos, inclusive, para saber quais estão faltando nas escolas. Algumas unidades são alugadas e vamos conversar com os locadores para que realizem os ajustes”, destacou Praia.

Levantamento

O diagnóstico foi feito para identificar as principais necessidades percebidas pelos gestores escolares, para o retorno das aulas presenciais, quando ocorrerem. Entre os principais pontos que foram analisados estão as condições em infraestrutura das unidades. Segundo o diagnóstico, 292 (60%) escolas estão com infraestrutura inadequada e 192 (40%) adequadas.

Das 484 escolas, 481 têm algum tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI) na unidade, sendo eles álcool em gel, totens, dispenser, luvas, máscaras, termômetros, viseira para administrativos e tapetes sanitizantes.

Ainda segundo o levantamento, os gestores de 445 escolas (92%) disseram que há pendências em manutenção, enquanto os gestores de 39 escolas (8%) entendem que não há pendências em manutenção.

Em relação aos materiais de higiene e limpeza, como água sanitária, sabonete líquido e papel toalha, os gestores de 236 escolas (49%) dizem que possuem esses materiais, 219 (45%) possuem parcialmente e 32 (6%) afirmam que não dispõem dos mesmos.

Ainda segundo o levantamento, 341 (70%) gestores informaram que há alguma pendência quanto ao mobiliário, material permanente para o adequado retorno às aulas presenciais. Outros 143 (30%) responderam que não possuem material adequado.

Entre as pendências identificadas, as principais são: mesas e cadeiras para professores, armários, estantes, mesas administrativas e para refeitório, conjunto escolar, bebedouros, condicionadores de ar, quadro branco, geladeira, freezer, computadores e ventiladores.

Foto – Alex Pazzuello / Semed

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