Manaus não pode ser administrada virtualmente, dispara Rotta

O candidato a vice-prefeito pela coligação “Avante Manaus”, Marcos Rotta (Democratas), afirmou durante entrevista a um portal local, na tarde desta terça-feira (29), que Manaus não pode ser administrada remotamente apenas com o uso de tecnologias. Para ele, comparar a gestão da capital do Amazonas com de cidades da Europa, onde esse modelo é aplicado, é um erro sugerido por candidatos sem disposição para assumir o cargo de prefeito.

“Manaus é uma cidade com várias singularidades e difícil de se administrar. O que ela precisa é de um prefeito e um vice atuantes, que estarão nas ruas acompanhando o trabalho e com vontade de resolver os problemas. O uso das tecnologias para potencializar a gestão é sim uma boa ideia, mas não se pode depender apenas disso. A cidade não comporta esse tipo de administração”, afirmou Rotta.

O vice-prefeito aproveitou para criticar a extinção da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel) e, em um discurso alinhado ao do candidato a prefeito David Almeida, ele afirmou que o Plano de Governo da chapa prevê que a pasta volte aos quadros da Prefeitura, com uma estrutura ainda mais robusta.

“A atual gestão extinguiu a Semjel como se ela não tivesse utilidade. Foi um erro gritante acabar com uma secretaria que tem um apelo social fantástico. Temos que levar mais esporte e mais lazer, principalmente para as comunidades mais afastadas. É comprovado que o envolvimento dos jovens com esporte afugenta do caminho das drogas”, explicou.

Gestão – Durante a entrevista, questionado por internautas sobre o recente aumento de casos de Coronavírus em Manaus, Marcos Rotta disse que instituir ‘lockdown’ na cidade não será a solução. Segundo ele, a Prefeitura deveria reestruturar o Hospital de Campanha para atender a população e realizar fiscalizações realmente eficientes em ambientes de aglomeração.

O atual sistema de transporte público também foi alvo de críticas do candidato. Para ele, o setor é a maior deficiência da atual administração, que permite que as empresas que possuem as concessões para prestar o serviço descumpram cláusulas previstas em contrato e penalizem a população que utiliza o sistema.

“Temos uma tarifa alta e não temos contrapartida dos empresários. Com vista grossa de quem deveria fiscalizar, empresários estão descumprindo regras do contrato, não estão renovando a frota e prestam um serviço ‘capenga’ para o povo. Se o sistema estivesse funcionando bem eu ficaria calado. Se vencermos, eu e David vamos chamar as empresas pra se alinhar isso com os empresários”, garantiu Rotta.

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