A sobrevivência econômica de Manaus depende da libertação do modelo Zona Franca.

O empresário e pré-candidato a prefeito pelo partido NOVO, Romero Reis, apontou a urgência de investimentos em novas matrizes econômicas a fim de que Manaus dependa cada vez menos do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), conseguindo gerar 2/3 de suas riquezas de produtos oriundos de outras matrizes econômicas, principalmente através de suas vocações naturais, tais como: Turismo, Biotecnologia, Polo Digital, Mineração/Metalurgia e Pisicultura. O alerta aconteceu, neste sábado (29), durante “1˚ Congresso Manaus Grande de Novo”.

No evento organizado pela União Libertadora e pelo do Movimento Nas Ruas, com apoio do Instituto Ajuricaba e da Direita Amazonas, Romero Reis apresentou o projeto “O futuro da minha cidade”, que tem elevado os indicadores positivos de diversas cidades brasileiras. Maringá, localizada no estado do Paraná, desde que adotou o projeto desenvolvido pela sociedade civil organizada conquistou o título de melhor cidade brasileira para se viver em 2017 e 2018, ocupa o terceiro lugar do país em saneamento básico, o quinto no combate à mortalidade infantil, o 13º em geração de empregos e o 15º em exportação.

“O projeto iniciou em Maringá com o então prefeito Silvio Barros, que foi presidente da Empresa Amazonense de Turismo (Emamtur), no governo do professor Gilberto Mestrinho. Devemos aprender com as boas práticas. É inadmissível que o Processo Produtivo Básico (PPB) de um empresa que deseje se instalar no pólo Industrial de Manaus (PIM) demore anos para ser aprovado. Os produtos, hoje nascem, fazem sucesso e envelhecem rapidamente. Não dá para esperar. Temos condições de gerar R$ 250 bilhões para Manaus a partir de outras matrizes econômicas regionais, que não estão atreladas ao PIM. Conheci o projeto “O futuro da minha cidade”, em 2015, mas ele só iniciou, em 2018, com a criação do CODESE Manaus (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus)”, detalhou Romero Reis.

O pré-candidato a prefeito pelo partido NOVO enfatizou ainda que o desempenho da capital pode avançar em setores vitais desde que o representante do poder executivo municipal em conjunto com a sociedade planejem as ações com foco na retirada dos entraves para o desenvolvimento econômico. “Vamos colocar Manaus entre as 10 melhores cidades para se viver e entre as 20 melhores para se fazer negócio. Nós precisamos nos tornar inimigos número 1 da burocracia. A burocracia alimenta a corrupção e é contra isso que nós devemos lutar. Nós queremos que os serviços públicos estejam 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano ao alcance do toque do seu dedo indicador, no seu smart phone. Quando isso acontecer, Manaus vai ser inserida entre as melhores para se viver e trabalhar”, afirmou o empresário que preside a RD Engenharia, uma construtora e incorporadora que projetou e executou mais de 2 milhões de metros quadrados, atingindo a marca de 10 mil unidades habitacionais entregues, gerando cerca de dois mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo dos anos.

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