Descarte correto dos EPIs ajuda a evitar poluição e reforça redução na contaminação pelo novo coronavírus

O aumento do uso de máscaras no mundo, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, tem evidenciado mais uma preocupação de agentes de saúde, órgãos de fiscalização e ambientalistas: como deve ser feito o descarte correto desses EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), evitando que eles acabem parando nas ruas, lagos, igarapés e afins, potencializando a poluição?

Especialistas na área têm reforçado, à exaustão, que após o uso, as máscaras devem ser retiradas seguindo as orientações que evitem a contaminação, inseridas em um saco plástico que deve ser vedado e, em seguida, descartadas em um outro saco, que deve ser utilizado exclusivamente para essa finalidade. 

A secretária executiva de Educação da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Adriana Macedo, explica que medidas como essa ajudam a reduzir o impacto ambiental e podem evitar, inclusive, a transmissão do vírus a outras pessoas.

Isso porque, pesquisas recentes mostram que o novo coronavírus pode permanecer na máscara por até sete dias, dependendo da forma como ela é armazenada e das condições climáticas. E, sendo assim, se jogada na rua, aumenta-se a chance de que outras pessoas tenham contato com o objeto. “Mesmo com o reforço na informação, é bastante comum observarmos máscaras nas ruas, meio-fio e calçadas, o que nos preocupa, já que não sabemos por quanto tempo a pandemia deve durar”, destacou.

Apesar de utilizarem EPIs específicos, catadores de lixo, profissionais de limpeza urbana e garis, acabam mais suscetíveis a essa contaminação, por exemplo. E no Amazonas, em especial, o descarte de EPIs nas ruas pode resultar na poluição dos igarapés, já que durante o período de chuvas, o lixo acaba sendo levado pela água. Assim, animais silvestres podem confundir os objetos com comida e prejudicarem-se ao ingeri-los.

Outra dica importante é informar-se sobre o dia da coleta de lixo residencial, para que o material seja exposto apenas nessa data específica. “Assim, evita-se, por exemplo, que o material acabe sendo espalhado, pois sabemos que, infelizmente, o número de animais abandonados nas ruas de Manaus é grande e é comum que eles busquem comida no lixo residencial, espalhando os resíduos nas áreas de acesso coletivo”, frisou. 
Cuidados como deixar os EPIs usados longe do alcance de crianças e animais domésticos também é uma boa dica de segurança, afirma Adriana. 

Ela cita como exemplo para a conscientização sobre o tema, a iniciativa da Agência de Proteção Ambiental Americana, que lançou uma série de vídeos na plataforma YouTube sobre o tema. O título principal é o “Don’t Recycle PPE” e o canal é o U.S. Environmental Protection Agency. “Na Segeam, estamos iniciando um trabalho educativo, através das nossas redes sociais, de modo a alertar a população do Amazonas, sobre como evitar que a natureza sofra esses impactos negativos”, concluiu.

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