Dia do Homem: hábitos saudáveis de vida e busca pelo rastreio ajudam a alcançar a longevidade

Pesquisas recentes mostram que no Brasil e em vários outros países do mundo, os homens morrem mais que as mulheres em todas as faixas-etárias, à exceção dos 80 anos, já que dificilmente chegam a essa idade. E com a chegada da pandemia do novo coronavírus, essa realidade foi mais evidenciada. Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que 58% dos óbitos pela doença, são de homens.

O cirurgião urologista da Urocentro Manaus e doutor em saúde coletiva, Giuseppe Figliuolo, explica que hábitos de vida, comportamento e resistência em procurar um médico em casos de alterações persistentes, influenciam diretamente nessa estatística. Neste dia 15 de julho, comemora-se o Dia do Homem no País, data criada para alertar a população masculina sobre a importância de se buscar a saúde. Para reforçar a iniciativa, o especialista dá algumas dicas que podem ajudar a mudar esse cenário.

Figliuolo lembra que o mito de que a busca por saúde e prevenção pode afetar a masculinidade ainda faz com que muitos homens não procurem ajuda médica no momento adequado. Uma parcela deles acaba evoluindo para óbito por pura negligência com a saúde ou medo. Principalmente quando a suspeita é de doenças na próstata, as quais se não tratadas a tempo, podem levar a quadros graves, causando disfunção erétil e até procedimentos cirúrgicos invasivos.

“Na realidade, as campanhas anuais desenvolvidas por entidades como a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), da qual faço parte, mostram o contrário: o rastreio não fere a masculinidade de ninguém e pode ajudar a salvar vidas. Um dos temas adotados pela SBU é: ‘homem que é homem, se cuida’. Isso porque, exames como o de toque retal, que ajudam a detectar o câncer em estágio inicial, evitam, muitas vezes, sequelas futuras, como a impotência sexual, a grande vilã para parte da população. Além disso, quando mais cedo a doença é detectada, maiores as chances de cura”, destacou.

O rastreio das doenças da próstata deve ser feito a partir dos 50 anos, para a população em geral, e dos 45 anos, para quem tem histórico de doenças na família. Outra informação importante, segundo o cirurgião, é que certos hábitos ajudam a prolongar a vida com mais qualidade.

Entre eles, estão: a adoção de uma dieta saudável, rica em fibras, vegetais, carnes magras; a prática regular de exercícios físicos, além de não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas em excesso. “O que a comunidade científica tem reforçado, é que essa lista ajuda, inclusive, na prevenção do câncer e das doenças cardiovasculares, dois dos maiores causadores de mortes no mundo”, explicou.

Figliuolo também recomenda que, se possível, evite-se o estresse. “A correria do dia-a-dia deixa uma parte da população refém do trabalho, deixando de lado a saúde e os momentos de lazer. Mas há trabalhos de pesquisadores que mostram a importância do relaxamento, das terapias (caso necessárias) entre outras medidas, que visam reduzir o estresse e a ansiedade, promovendo a saúde física e mental. E esse equilíbrio é fundamental para a qualidade de vida”, frisou.

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