Empresa responsável pela lavanderia do hospital da Nilton Lins diz que lavou quase quatro toneladas de roupa com unidade quase vazia

Depois do escândalo da compra de respiradores na loja de vinhos, agora é a vez da fraude na lavandeira do hospital Nilton Lins. Segundo documentos descobertos pela CPI da Pandemia antes da Justiça mandar paralisar os trabalhos da comissão, a empresa Norte Serviços Médicos Ltda diz que lavou em apenas um dia 4 toneladas de roupas (lençóis, fronhas) quando o hospital tinha apenas 4 pacientes. “Essa quantidade é para um hospital que funciona com 300 a 400 leitos e não com quatro. É escandaloso”, diz o deputado estadual Delegado Péricles (PSL), que respondia pela presidência da CPI.

Empresa sem contrato

A Norte Serviços Médicos não tem contrato e está operando no hospital Nilton Lins por processo indenizatório, quando a empresa é escolhida sem processo licitatório ou tomada de preço, realiza o serviço, apresenta a conta e o governo paga. A Norte Serviços Médicos e a Susam não comentaram a denúncia e disseram que só vão se posicionar quando tiverem acesso ao relatório da CPI.

Mais irregularidades

Segundo Péricles, 16 empresas que prestam serviço no hospital Nilton Lins e todas apresentam irregularidades. “Tudo foi feito por processo indenizatório, que é uma porta aberta para irregularidades”, disse.

Recurso para manter a CPI

A Procuradoria da Assembleia Legislativa do Amazonas já entrou com recurso para que a CPI volte a funcionar com os integrantes atuais (presidente Péricles; relator Fausto Junior; e Wilker Barreto, Serafim Correa e Dr. Gomes). Deputados da base entraram na Justiça para tirar Péricles e Fausto Junior da comissão e substituí-los por parlamentares que apoiam o Governo Wilson Lima. O presidente da Aleam, Josué Neto, está confiante de que a Justiça vai manter a atual composição da CPI .

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