EDUCAÇÃO E TRABALHO E O NOVO NORMAL

Por Luiz Claudio da Silva.

Não há sombra de dúvidas que o mundo pós COVID -19 não será o mesmo. Estamos tentando nos adaptar em nome da sobrevivência humana, da nossa sobrevivência. Contudo, estamos aprendendo a ser mais solidários, empáticos, generosos e também a fazer uma boa higiene pessoal.

Quebrar paradigmas, nunca foi fácil para a raça humana. Sair da zona de conforto e encarar o novo de uma hora para a outra, é difícil. Mas estamos aprendendo.

No mundo empresarial que sempre tenta cercar-se com planejamentos para evitar os erros previsíveis, usamos o Plano A (normal) e o Plano B (quando saímos da normalidade). Às vezes o nosso Plano B vira A, logo vira normal.

O QUE NORMAL?

Normal é um adjetivo que qualifica algo como comum, regular e usual, significando que não foge aos padrões ou a norma.

Agir com normalidade é o mesmo que seguir os comportamentos que são esperados de acordo com determinada situação. Logo, normal ou normalidade é o senso comum. Este, por sua vez, é determinado por um conjunto de regras (normas) aceitas e assimilados pela sociedade.

O evento é que isso que até alguns meses chamávamos de normal, não é mais porque os arquétipos de comportamento pré-estabelecidos precisaram ser modificados em nome da higiene, saúde e economia, por exemplo.

Hoje, com a pandemia mudamos nossa normalidade por uma questão puramente de instinto. De acordo com a  Dra. Maria Aparecida Rhein Schirato ” nós somos movidos por duas pulsões: de vida e de morte. Quando alguém, insistentemente, manifesta pulsão de morte, como beber e dirigir, uso de drogas, a agir de forma incauta, por exemplo, a gente começa a discutir que normalidade é esta.Já quando uma pessoa busca recursos para se proteger, salvaguardar a espécie, e de alguma forma manter a saúde, vemos como uma pessoa normal.

MUDANÇAS NOS HÁBITOS E COMPORTAMENTOS.

Como já disse, o mundo pós Covid-19 trará um novo arquétipo de padrões necessários para a sobrevivência humana. Elenco aqui, alguns desses hábitos:

  • 43% das pessoas irão fazer cursos online.
  • 63,8% trabalharão remotamente.
  • 49,6% revisarão suas crenças e valores.
  • 57% buscarão novos conhecimentos de forma contínua.
  • 58% considerarão melhor a educação á distância ao invés da presencial.

Fonte: Agência Toluna Consultoria

No que concerne ao quesito educação, prefiro apostar no ensino híbrido que nada mais é do que uma mistura de aulas remotas com aulas presenciais.

Se a normalidade neste caso eram as aulas presenciais, perceba que isso já esta em pleno andamento para aquilo que hoje chamamos de Plano B.

HÁBITOS QUE SURGIRAM NA PANDEMIA

Quanto a mudança de hábitos dos clientes, que necessariamente mudarão a forma de pensar das empresas, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo constata que:

  • 61% dos clientes aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social.
  • 52%dos clientes estão comprando mais em sites e aplicativos durante a quarentena.
  • 70% dos clientes pretendem continuar comprando mais online do que faziam antes da covid-19.

EDUCAÇÃO – PROFESSORES E ALUNOS.

Quando discorremos em obtenção de novos hábitos, ou seja, mudar do Plano A para o Plano B em questão de dias certamente que estes passaram por inúmeros obstáculos para levar a educação aos seus alunos. A problematização atingiu tanto professores como alunos. Entenda quais foram as principais de acordo com estudos realizados pelo Instituto Península:

  • 70 milhões de brasileiros têm acesso precário à internet.
  • 70% dos professores estão ansiosos e só 3%, realizados com a nova didática.
  • 83% dos professores não estão preparados para ensinar online.
  • 78% docentes se dizem não realizados com o trabalho no momento atual.
  • 90% dos docentes informaram que nunca tinham tido qualquer experiência com EaD
  • 55% que não receberam suporte ou treinamento para atuar de maneira não presencial
  • 83% dos professores se comunicam pelo WhatsApp em vez de usar ferramentas pedagógicas.
  • 56% que usam Whatsapp são da escola pública. Profs de escolas particulares optam pelos AVA da escola
  • 75,2% relatou que não recebeu até agora nenhum apoio emocional da escola em que trabalha.

Pais e alunos sem conhecimento da tecnologia voltada para a educação, improvisaram com o uso da coação e fúria, manifestando assim, o seu próprio descontentamento por assumirem uma posição em que nada ou pouco pudessem ajudar seus filhos. Essa quebra de paradigmas de um momento para o outro, teve o efeito de um verdadeiro tsunami devastador .Não tenho como negar que professores tiveram que ensinar seus alunos e pais a se adaptarem ao Plano B não só no que é concernente à tecnologia como também à matemática , português, geografia, etc nos seus conceitos mais básicos. Foi uma verdadeira reforma estudantil no modelo home office.

A parte boa da chegada do novo ou da quebra da normalidade, é que muitos pais aprenderam com seus filhos.

O SURGIMENTO DOS RECEIOS.

A temeridade de deixar pelo caminho o tão sonhado diploma é realidade PARA 50% dos inscritos em cursos superiores.

  • 52%  dos alunos temem não ter como continuar o curso.
  • 22%dos alunos dizem que vão continuar o curso seja qual for o cenário.
  • 26% dos alunos avaliam desistir ou trocar de curso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *