“Respirador não funciona sozinho”, diz Mayara Pinheiro ao cobrar providências para a saúde no interior

A deputada estadual Mayara Pinheiro se pronunciou neste domingo, 17 de maio, em suas redes sociais, sobre a situação do setor de saúde no interior.

A parlamentar disse ter recebido vários questionamentos sobre o envio de respiradores aos hospitais do interior do estado e ponderou sobre o assunto. “Concordo que enviar respiradores ao interior é uma medida que precisa ser adotada, mas vejam, meus caros, o respirador não funciona sozinho. Por isso, quando digo que o interior não é dotado da mínima estrutura e portanto precisa ter um protocolo diferenciado, é porque enquanto médica enxergo que não adianta o respirador sem intensivistas, sem serviços de hemodiálise, sem controle laboratorial rigoroso, sem nenhum suporte avançado de imagem!”, disse em seu texto.

Ela ainda criticou parlamentares federais que defendem o uso de hidroxicloroquina apenas como discurso e não pela eficácia da medicação em si.

Veja o texto na íntegra:

Sobre as indagações que recebi nas redes sociais, quanto a necessidade de respiradores no interior: É legítimo o atendimento à recomendação da OMS de respiradores. Concordo que enviar respiradores ao interior é uma medida que precisa ser adotada, mas vejam, meus caros, o respirador não funciona sozinho. Por isso, quando digo que o interior não é dotado da mínima estrutura e portanto precisa ter um protocolo diferenciado, é porque enquanto médica enxergo que não adianta o respirador sem intensivistas, sem serviços de hemodiálise, sem controle laboratorial rigoroso, sem nenhum suporte avançado de imagem! Muitos deputados federais defendem a utilização precoce da hidroxicloroquina apenas porque o PR concorda; eles defendem o discurso e não a medicação em si, desacreditando na ciência! Minha discussão vai além do tratamento específico, mas poderíamos dotar nosso interior com medicações inerentes à diminuição da viremia e interrupção da cascata inflamatória, tais como metilprenisolona, clexane, além de antibióticos e hidroxicloroquina ficando a critério médico em cada caso! Entendam: o poder público precisa se organizar, otimizar as transferências dos pacientes críticos do interior, reservar leitos e tentar algo de relevância clínica sob pena de termos números muito piores do que na capital.

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